quinta-feira, 31 de março de 2011

Trilhos da Ferrovia Norte-Sul, enfim, chegam a Goiás

10/02/2010 - O Popular Online

Obras devem ser aceleradas, para conclusão dos 516 km em Goiás até o fim do ano, anuncia a Valec

Operários da Camargo Corrêa trabalham na colocação de dormentes no trecho da Norte-Sul entre Anápolis e Ouro Verde, que tem 41 quilômetros e deve ser entregue até agosto.

Quase 22 anos depois de seu lançamento, os primeiros trilhos e dormentes da Ferrovia Norte-Sul em território goiano começaram a ser montados na semana passada. As obras foram iniciadas, simultaneamente, em quatro trechos: entre Anápolis e Ouro Verde, entre Jaraguá e Santa Isabel, e próximo a Uruaçu e Porangatu.

A ferrovia vai ligar Anápolis ao porto de Itaquí, no Maranhão, e terá 2.200 quilômetros de extensão. Em Goiás, haverá cinco pontos de transposição de mercadorias: Anápolis, Jaraguá, Santa Isabel, Uruaçu e Porangatu.

O presidente da Valec Engenharia - empresa estatal responsável pelas obras -, José Francisco das Neves (Juquinha), garantiu que no prazo de três meses estarão concluídos os primeiros 120 quilômetros da ferrovia, do total de 516 que vão cortar Goiás.

Ontem, no quilômetro zero da ferrovia, próximo a Anápolis, 30 operários da Camargo Corrêa faziam a montagem dos trilhos e dos dormentes. Mas o engenheiro Wagner Magalhães, da Camargo Corrêa, garantiu que, nos próximos dias, as obras serão aceleradas e haverá seis frentes de trabalho, com 180 pessoas. A previsão é de que sejam montados 480 metros de trilhos por dia com dormentes, numa distância de 32 centímetros um do outro. 

Além do trecho entre Anápolis e Ouro Verde, as obras de montagem de trilhos e dormentes também são realizadas nos trechos entre Jaraguá e Santa Isabel e nas proximidades das cidades de Uruaçu e de Porangatu. “Agora, a obra não para mais em Goiás e no Tocantins”, garantiu.

Juquinha anunciou, também, que vai inaugurar, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todo o trecho de 516 quilômetros da ferrovia Norte-Sul em Goiás até dezembro próximo e que vai colocá-lo para operar, transportando mercadorias diversas, até julho de 2011. 

De acordo com ele, seis empresas trabalham em oito frentes de obras em quatro trechos, onde estão sendo colocados os trilhos e dormentes. São elas: Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, SPA, Constran e Tiisa. 

Os trilhos que estão sendo colocados na ferrovia em Goiás foram importados da China. Até o momento, foram adquiridos 40 mil toneladas de trilhos, de um total de 100 mil toneladas. Já os dormentes de concreto são fabricados por uma empresa localizada no município de Jaraguá.

Agora, garantiu Juquinha das Neves, não haverá mais atrasos no cronograma de construção da Ferrovia Norte-Sul em territórios goiano e tocantinense. “Em dezembro vamos entregar os 1.359 quilômetros da ferrovia, dos quais 516 em Goiás, construídos no governo Lula”, reafirmou.

De Anápolis até o porto de Itaqui, no Maranhão, a Ferrovia Norte-Sul terá 2.200 quilômetros. Em Goiás e Tocantins, são 1.359 quilômetros, orçados em R$ 3 bilhões, que estão dentro do orçamento da Valec Engenharia.
 
Além do trecho ligando Anápolis a Itaqui, o presidente da Valec anuncia que a Ferrovia Norte-Sul terá outro trecho de 670 quilômetros. Ele vai ligar Ouro Verde, próximo a Anápolis, ao município de Estrela do Oeste, em São Paulo, passando pelo Sudoeste goiano. “Em maio já vamos iniciar essa obra”, garantiu. 
Hoje, Juquinha das Neves e o vice-governador Ademir Menezes visitarão os quatro trechos, nos quais são feitas as montagens das grades dos trilhos da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás.

Um comentário:

  1. ”Alternativa tecnicamente melhor entre Anápolis-GO e Panorama-SP de expansão e trajeto da ferrovia Norte Sul EF-267.”

    1ª fase Interligar a ferrovia N/S em GO com a FCA existente passando pelas cidades de Araguari, Uberlândia, Uberaba que hoje se encontram operando somente em bitola métrica, com a implantação de bitola mista, até o ponto que se encontram com a bitola larga em Campinas-SP.

    2ª fase Interligar em linha paralela com a N/S passando por Itumbiara-GO, Monte Alegre de Minas, Prata e Frutal-MG e adentrando pelo centro Norte de SP na cidade de Colômbia, e seguindo por Barretos, Bebedouro, Jaboticabal, até Araraquara -SP, por uma ferrovia existente já em bitola 1,6 m, ambos os trajetos (fases) como função de linhas troncos.

    Fica aí já definida uma potencial rota para trens regionais de passageiros de médio e longo percurso São Paulo - Brasília, passando por muitas destas cidades citadas entre outras, além de um trajeto coerente para cargas, (dupla função).

    Ligação MG com o porto da Bahia utilizando parte de trechos desativados no passado.

    Ramal de ligação do município de Lucas do Rio Verde-MT a Uruaçu-GO interligando com a N/S.

    Ramal de ligação de Bacarena-PA a Açailândia-MA ~450 km interligando com a N/S, para navegação de cabotagem EF-151.

    Ligação de Porto Murtinho-MS a Panorama-SP ~750km e a partir interligando com a N/S, pelo interior de São Paulo até Colômbia por ferrovia existente com a N/S, EF-267.

    Não coloquei como prioridade 0ª fase a urgência da entrada em operação do trecho pronto da N/S que de tão obvio se torna um absurdo estas providencias.

    A maior parte destas propostas é a de se utilizar ao máximo os trechos ferroviários existentes que se encontram desativados ou subutilizados, e os trechos novos complementares se limitam a;

    1-Ligação fer. N/S Anápolis / Itumbiara-GO Colômbia-SP ~350 km.
    2-Ramal de ligação do município de Lucas do Rio Verde-MT a Uruaçu-GO interligando com a N/S.
    3-Ramal de ligação de Bacarena-PA ao Açailândia-MA ~450km para navegação de cabotagem interligando com a N/S.
    4-Ligação de Porto Murtinho-MS a Panorama-SP ~750km interligando com a N/S, pelo interior de São Paulo por ferrovia existente com a N/S, EF-267.

    Notas:
    Iª Com estas propostas ficam suprimidos os trechos Anápolis-GO / Estrela do Oeste –SP ~2255 km e Estrela do Oeste / Panorama-SP ~ 160 km.
    IIª Define a cidade de Panorama-SP de onde deve partir rumo ao Sul da continuação da fer. N/S.

    Este texto se complementa com o "Como conseguir 700 km de ferrovia a custo mínimo" de Paulo Roberto Filomeno

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