terça-feira, 29 de junho de 2010

Comissão discutirá projetos de implementação de trens de alta velocidade


28/6/2010
Agência câmara

A Comissão de Defesa do Consumidor realiza audiência pública na quarta-feira (30) para discutir projetos de implementação de trens de alta velocidade. O debate foi proposto pelo deputado Cláudio Cajado (DEM-BA).

Há atualmente dois projetos de trem bala previstos. O TAV Brasil , com a implantação de sistema de alta velocidade entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (estrada de ferro 222), e outro, previsto no Plano Nacional de Viação, ligando Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba (estrada de ferro 333).

O projeto de implantação do trem-bala entre Rio de Janeiro e São Paulo, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), já está mais adiantado. A estimativa inicial de investimentos é de R$ 34,6 bilhões. A implantação do sistema será feita com recursos privados e públicos. Pelo cronograma do Ministério dos Transportes, as obras estarão concluídas em 2014.


Estudo prévio

Os estudos para a implantação do sistema ferroviário de alta velocidade entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas foram iniciados em 1981. Na década de 90, o governo brasileiro realizou um estudo denominado Transcorr, em cooperação com o governo alemão, com o objetivo de identificar investimentos para modernização do sistema de transporte entre essas cidades. Esse documento serviu de referência para os estudos posteriores.

Em 2007, o governo federal incluiu no Programa Nacional de Desestatização a estrada de ferro 222, onde será implantado o trem de alta velocidade, e foi atribuído ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a responsabilidade de contratar e coordenar os estudos técnicos.

No ano passado, o Ministério dos Transportes contratou o consórcio que executou os estudos detalhados de demanda, traçado, análise econômica e financeira, modelo de concessão, operação e tecnologia e estudos ambientais.


Convidados


Foram convidados para o debate:
- o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; 
- o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo José Figueiredo Gonçalves de Oliveira; 
- o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de
Passageiros (Abrati), Renan Chieppe;
- diretor da Área de Desenvolvimento de Negócios da Siemens Mobility, Elcio Aunhão;
- presidente da Alstom Brasil, Philippe Delleur;
- Paulo Benettis, representante da Trends Engenharia;
- representante de órgão de Defesa do Consumidor.

A audiência está marcada para as 14h30. O local ainda não foi definido.

Um comentário:

  1. Planejar trens de alta velocidade -TAV antes de trem regional de passageiros é colocar a carroça na frente dos bois, e se governar é definir prioridades, entendo ser as prioridades no Brasil para o sistema ferroviário pela ordem;
    1º Trens suburbanos e metrôs domésticos;
    2º Ferroanel com rodoanel integrados com ligação Parelheiros Itanhaém, para o caso de São Paulo;
    3º Trens de passageiros regionais;
    4º TAV.
    E com relação ao cenário mundial seria;
    1º Integração Nacional;
    2º Integração Sul Americana;
    3º Integração com o Hemisfério Norte.
    Trens de passageiros regionais são complementares ao futuro TAV, e não concorrentes, pois servem a cidades não contempladas, inclusive Campinas com mais de 1,2 milhões de habitantes e potencial maior do que alguns estados, e muitas capitais do Brasil, portanto comporta as duas opções.
    Pelo proposto as mesmas composições atenderiam de imediato aos trens regionais planejados nas maiores cidades brasileiras ~150 km/h utilizando alimentação elétrica existente em 3,0 kVcc, a curto prazo, já dando a diretriz do Plano Diretor quando fossem utilizadas no TAV, aí utilizando a tensão e corrente elétrica de 25 kVca, com velocidade max. de 250 km/h, uma vez que já foi determinado pela “Halcrow” velocidade média de 209km/h para o percurso Campinas Rio previsto para após o ano de 2020, se não atrasar como a maioria das obras do PAC, ou seja longo prazo, este modelo é inédito no Brasil.
    Para esclarecer; Não se deve confundir os trens regionais de até 160 km/h com os que existiam antigamente no Brasil, que chegavam a no máximo aos 90 km/h por varias razões operacionais, e o fato de trens regionais e TAV serem de operações distintas não justifica que não tenham que se integrar, sendo que para a estação em SP o local sairá em locais paralelo a CPTM entre Mooca e Barra Funda, podendo ser criada a estação Nova Luz, no lado oposto em que se encontra a Júlio Prestes.

    No mínimo três das montadoras instaladas no Brasil além da Embraer tem tecnologia para fornecimento nesta configuração, inclusive os pendulares Acela e Pendolino que possuem uma tecnologia de compensação de suspenção que permite trafegar em curvas mais fechadas com altíssima porcentagem de nacionalização.


    Fala-se de integração ferroviária Sul Americana, e as principais economias após o Brasil são a Argentina, e Chile, e ambos, possuem a bitola de 1,67 m, (Indiana),sendo que só a Argentina possui mais de 23 mil km, o que corresponde, a ~4 vezes mais km que a correspondente brasileira, e km praticamente igual a métrica, e em consulta a técnicos argentinos e chilenos, os mesmos informaram serem infundadas as informações de que circulam no Brasil de que está sendo substituída por 1,43m, e se um dia esta integração ocorrer, ela será feita com a métrica, que já são existentes em outros países, como Bolívia e Colômbia, além dos mencionados, tratando-se portanto de premissas equivocadas plantadas.

    Mas, quanto ao TAV (Trem de alta velocidade), hum, este não sei não, teve um ex ministro de nome Bernardo, que no início do ano de 2011, deu a seguinte declaração à mídia; ”Trens regionais de passageiros poderão trafegar nas futuras linhas exclusivas do TAV”. Ufa, até que enfim! Esta era uma noticia que sempre esperava ouvir, e desde a década de 70 se fala dele e agora a previsão é para após 2020, e poucas coisas estão definidas, como estações, trajeto etc, e o modelo proposto é independente, e bitola divergente dos trens regionais existentes 1,6m e não compatível para uso como trem regional, com vantagem que não necessitar de duplo rodeiro (Standard e Ibérico) necessário para quando adentra a Espanha rumo a Portugal, e que trafega tanto como trem regional, ou como TAV, portanto pode se afirmar que embora a intenção seja louvável, existe uma contradição do que se falou, e o que esta sendo planejado, além disto aqui, e as obras deste porte tem até data para começar, mas a sua conclusão, nem a futurologa mãe Dinah consegue prever!

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